Sábado, 31 Julho 2010
Townsend e Maalouf
Segunda, 06 Julho 2009 15:42   

Os Diários Perdidos de Adrian Mole – SUE TOWNSEND

Imagem1

Adrian Mole entrou na pré-meia-idade e agora tem “a mesma idade que Jesus tinha quando morreu” (33). Pai de Glenn, um rapaz com dificuldades gramaticais, e de William – que leva um preservativo “Estimulante de Grandalhões” para o jardim-de-infância, como a sua contribuição para a criação de um balão de ar quente. Adrian é pai solteiro, e mantém uma relação profundamente instável com a sua assistente social, Pamela Pigg. Será que ela o vai ajudar a sair do conhecido bairro Gaitskell antes de o pequeno William se juntar ao clube de fãs do Mad Frankie Frasier? Entretanto, Adrian continua a ficar escandalizado com a irresponsabilidade dos seus pais, que andam numa roda-viva matrimonial com o casal Braithwaite – os pais da linda, mas inatingível Pandora, que continua a perseguir a sua ambição de se tornar a primeira Primeira-Ministra do Novo Partido Trabalhista –, e continua a escrever no seu diário. As suas preocupações actuais incluem: os piolhos impossíveis de matar; a inveja que sente do seu bem-sucedido meio-irmão Brett, que lhe aparece à porta de casa; o declínio moral da série radiofónica The Archers; a sua paixão desesperada por dois terapeutas; o seu vício pelos sugos Starburst (os antigos Opal Fruits); um pequeno terramoto ocorrido em Leicester; e, talvez a mais importante de todas, o início do novo milénio.

Os Jardins de Luz – AMIN MAALOUF

Imagem4

No início da era cristã, e perto das margens do Tigre, começa a história de um homem que, baptizado com o nome de Mani, viria a fundar uma doutrina universal conciliadora de três religiões e reveladora de uma nova visão do mundo, profundamente humana e tão audaz que viria a ser inexoravelmente perseguida por todos os impérios do seu tempo temposQual o motivo de tamanha inquietação? Que barreiras sagradas derrubara Mani? «Vim do país de Babel», dizia ele, «para fazer ecoar um grito através do mundo.» É a Mani que este livro é dedicado, é a sua vida que ele narra. A sua vida ou o que dela se pode adivinhar após tantos séculos de mentira e de esquecimento. Da sua apaixonada demanda da beleza, da sua mensagem de harmonia entre os homens, da sua subtil religião claro-escuro, não perdurou até hoje senão uma única palavra, “maniqueísmo”, utilizada a maior parte das vezes com sentido pejorativo. Mais do que nunca, nesta época desconcertante que é a nossa, o seu grito merece ser ouvido. E o seu rosto redescoberto.

Amin Maalouf é o autor de obra como As Cruzadas Vistas pelos Árabes, de Samarcanda e de Périplo de Baldassare, entre muitas outras que fizeram deste libanês com alma francesa um dos nomes maiores do romance histórico da actualidade. Nascido no Líbano em 1949, Amin Maalouf vive em Paris desde 1976. Grande repórter durante 12 anos, realizou missões em mais de 60 países. Antigo chefe de redacção do Jeune Afrique, onde também foi editorialista, consagra hoje a maior parte do tempo à preparação dos seus livros. É autor de várias obras, entre elas as premiadas: As Cruzadas Vistas Pelos Árabes (Prix des Maisons de la Presse) e O Rochedo de Tanios (Prémio Goncourt 1993). Na Difel, para além destas duas obras, estão também publicadas SamarcandaOs Jardins de LuzO Século Primeiro Depois de BeatrizEscalas do LevanteAs Identidades AssassinasO Amor de LongeOrigens, um fresco histórico sobre as suas próprias origens, Adriana Mater, um libreto de ópera e, mais recentemente, Um Mundo Sem Regras.


Um Mundo sem Regras – AMIN MAALOUF

Imagem2

Nestes primeiros anos do século XXI, o mundo apresenta numerosos sinais de desregramento. Desregramento intelectual, caracterizado por um ímpeto das afirmações identitárias que torna difícil qualquer coexistência harmoniosa e qualquer verdadeiro debate. Desregramento económico e financeiro, que arrasta todo o planeta para uma zona de turbulências com consequências imprevisíveis e que é o sintoma de uma perturbação do nosso sistema de valores. Desregramento climático, que resulta de uma longa prática da irresponsabilidade… Terá a humanidade atingido o seu «limiar de incompetência moral?» Neste oportuno retrato do início do milénio, o autor procura compreender como se chegou a esta situação e como se poderá sair dela. Para ele, o desregramento do mundo deve-se menos a uma «guerra das civilizações» do que ao esgotamento simultâneo de todas as nossas civilizações, nomeadamente dos dois conjuntos culturais de que ele próprio se reclama – o Ocidente e o mundo árabe. O primeiro, pouco fiel aos seus próprios valores; o segundo, fechado num impasse histórico.

Um diagnóstico inquietante mas que termina numa nota de esperança: o período tumultuoso em que entramos poderá levar-nos a elaborar uma visão finalmente adulta das nossas prerrogativas, das nossas crenças, das nossas diferenças e do destino do planeta que nos é comum.

As Identidades Assassinas - AMIN MAALOUF

Imagem3

As Identidades Assassinas é, antes de mais, um manifesto contra a loucura que, todos os dias e por todo o mundo, incita os homens a matarem-se em nome da sua «identidade». Amin Maalouf recusa contemplar este massacre imemorial com fatalismo, com resignação. Apoiado na sua própria condição de homem do Oriente e do Ocidente, tenta compreender porquê, na história humana, a afirmação de si próprio segue tantas vezes a par da negação do outro. Trata-se, assim, de uma vasta meditação, profunda e humanista, cuja finalidade explícita é anunciada de imediato: convencer os seus contemporâneos que se pode ficar fiel aos valores de que se é herdeiro, sem que por isso se sinta ameaçado pelos valores de que os outros são detentores. A história, a anedota, a filosofia, a teologia, sucedem-se na sua demonstração. No final, desprende-se deste livro uma poderosa mensagem de tolerância, servida por um texto límpido, de palavras precisas e concisas. Escrito um pouco como se dá uma aula mas imbuído de calor, este livro procura fazer a paz e convencer. E consegue-o.

Comentarios (0)Add Comment
Escreva o seu Comentário
 
  menor | maior
 

busy
 

Está tudo aqui. Agora Sei!